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CARTILHA DO ELEITOR
: ELEIÇÕES 2002
Índice:
- Funções
dos cargos políticos
- Plataformas
de campanha
-
Biografia dos candidatos à Presidência da República
-
Biografia dos candidatos ao governo do estado de São Paulo
-
Breve história dos partidos políticos
Na hora de decidir em quem votar
é muito importante conhecer as propostas dos partidos e dos
candidatos. Se estes não
as publicam, nem os cidadãos têm o costume de analisar
seus programas e se rendem à superficialidade da publicidade
eleitoral, o intuito dessa publicação vai em sentido
contrário: levar, democraticamente, os eleitores a conhecerem
as idéias dos principais candidatos aos governos, subtraídas
as maquiagens típicas do discurso da propaganda. Fica assim
resguardada a possibilidade de análise das propostas secas
e facilitado o caminho para um voto seguro e consciente.
Os programas dos candidatos podem ser vistos não apenas como
"carta de intenções". São documentos
oficiais dos partidos, e representam o principal compromisso firmado
com o eleitorado. As assim chamadas cartas-programa constituem então
a ferramenta primeira para que a população possa cobrar
do candidato, uma vez eleito, suas promessas de campanha, estabelecendo
um contrato de representação que assegure o funcionamento
de base em uma sociedade democrática.
Nestas páginas, nos preocupamos em apresentar uma súmula
dessas cartas programas em relação aos cinco mais
importantes temas nas atuais eleições para a Presidência
da República e, a princípio, para os governos estaduais.
Suprimidos os efeitos e afetações do discurso publicitário,
o leitor-eleitor poderá se perguntar, a despeito das semelhanças
entre as propostas, o que realmente diferencia um candidato de outro?
E aí, um segundo instrumento se faz fundamental: o histórico,
isto é, a vida pública dos candidatos.
Com esses dois instrumentos; as cartas propostas e um arrazoado
da vida pregressa dos que pretendem nos representar no comando da
nação fica garantido o grau zero da democracia possível.
Nesta publicação enfocamos apenas os candidatos que
se apresentam nas pesquisas com índice acima de 10% nas intenções
de voto e que até o fechamento da edição disponibilizaram
seus programas oficialmente. Contudo, mesmo parecendo simples, há
uma série de interferências e de ruídos na comunicação
que somados a problemas estruturais como a desigualdade de acesso
à informação e à educação,
dificultam ainda mais o exercício da participação
política. Um deles é, sem dúvida, o pressuposto
de que em eleição, leva quem consegue emocionar o
eleitorado, como se fosse um jogo, uma novela, campeonato esportivo
ou corrida de cavalos. Trata-se em parte de um jogo de fato, jogo
de adivinhação no qual a classe política quer
falar o que acredita que a população gostaria de ouvir,
para ser presenteada com o seu voto. Com isso, os candidatos, apoiados
nas idéias de profissionais de Marketing, preferem gravar
programas televisivos deixando de lado a carta programa ou o plano
de governo. Os marqueteiros suprimem da história de seus
clientes, os candidatos, todas as passagens comprometedoras dando
ênfase àquelas que possam parecer positivas.
Agora, se vamos votar com consciência, tentando o melhor que
pudermos façamos juntos algumas perguntas para ver se eles
passam no teste:
1. Esta candidatura está gastando
muito dinheiro? Cuidado! Candidato com campanha milionária
significa que alguém ou alguma força o financia. Se
eleito, terá de pagar sua dívida, seu compromisso
primeiro será com esta força e não com a população.
2. O candidato faz promessas difíceis de serem realizadas?
Eis o jogo de adivinhação, o candidato quer agradar.
3. As promessas não vêm acompanhadas de fundamentação,
não está claro como se tornarão realidade?
O candidato subestima o eleitorado.
4. O candidato fala difícil,
não compreendo o que diz? Quer impressionar, mostrar que
é doutor.
5. Quando enfim estamos quase convencidos por este ou aquele candidato,
em razão de suas promessas, pergunte: tem, ele, uma história
de vida que o autoriza a fazer aquela promessa?
6. Teve algum processo na justiça ou condenação
por improbidade administrativa?
E, por fim, para perguntar aos amigos:
qual o preço que pagamos por não gostar de política?
Essa é fácil: ser governado pelos que gostam!
Por último, quando está
decidido, apesar dos pesares, em quem vamos votar, nem tudo está
resolvido; não adianta votar e não acompanhar o representante
seja no executivo ou no legislativo, pois sendo alvo de ofertas
e de pressões todos os dias, e sentindo que estamos dormindo,
uma hora ele pega o bonde errado e estamos todos lascados. (Não
se trata de erro técnico, mas ético).
O preço de um bom governante
para a vida do governado não tem nenhum tipo de acordo, basta
ficar acordado!
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